Autoestima: o encontro com quem você realmente é.

Vivemos em uma sociedade que frequentemente nos ensina a medir nosso valor pela aparência, produtividade, sucesso ou aprovação dos outros. Diante disso, muitas pessoas acabam acreditando que precisam ser diferentes do que são para merecer amor, reconhecimento e felicidade.

Na perspectiva da Psicologia Humanista, a autoestima não está relacionada à perfeição. Ela nasce da capacidade de reconhecer a própria humanidade, acolhendo tanto as potencialidades quanto as limitações que fazem parte da experiência de ser humano.

Carl Rogers, um dos principais nomes da abordagem humanista, acreditava que todo ser humano possui uma tendência natural ao crescimento e ao desenvolvimento. No entanto, ao longo da vida, muitas vezes passamos a acreditar que só seremos aceitos se correspondermos às expectativas externas.

Quando isso acontece, podemos nos afastar de nossa essência e começar a duvidar do nosso próprio valor.

Desenvolver a autoestima é um processo de reconexão consigo mesmo. É aprender a olhar para a própria história com mais compaixão, reconhecendo as dores, os desafios superados e os recursos internos construídos ao longo do caminho.

Uma autoestima saudável não significa sentir-se forte o tempo todo ou nunca experimentar inseguranças. Significa saber que, mesmo diante dos erros, das dificuldades e das imperfeições, você continua sendo digno de respeito, cuidado e amor.

Quando cultivamos a autoaceitação, abrimos espaço para relações mais autênticas, fazemos escolhas mais alinhadas aos nossos valores e desenvolvemos maior liberdade para sermos quem realmente somos.
A autoestima floresce quando deixamos de buscar incessantemente a validação externa e passamos a construir uma relação mais gentil com nós mesmos.

Afinal, o valor de uma pessoa não está no que ela produz, conquista ou aparenta. Seu valor existe simplesmente porque ela existe.

Que possamos, a cada dia, nos aproximar de quem realmente somos, reconhecendo que a nossa maior força está na coragem de sermos autênticos.

Eloisa Dias Moreira
Psicóloga | Pós-graduada em Humanismo

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